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Iniciativa Verde adere ao projeto Cílios do Ribeira

Os agricultores Joog Aoki e Gilberto Ohta caminham em direção à propriedade que deve se beneficiar com o reflorestamento

Os agricultores Joog Aoki e Gilberto Ohta caminham em direção à propriedade que deve se beneficiar com o reflorestamento

Projeto do Instituto Socioambiental e do Instituto Ambiental Vidágua trabalha pela recuperação das matas ciliares do Vale do Ribeira e dá apoio às comunidades de agricultores

A adesão da Iniciativa Verde ao projeto Cílios do Ribeira visa contribuir com a recuperação de diversas  áreas em propriedades rurais com o plantio de 25 hectares, com recursos oriundos do programa Carbon Free.

No último dia 17 de janeiro, o presidente da Iniciativa Verde, Roberto Resende, e o coordenador florestal Pedro Barral de Sá visitaram algumas das áreas que serão restauradas com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e das comunidades locais envolvidas no trabalho.

Uma das cooperativas de agricultores visitadas foi a Empreendimento Socioambiental Guapiruvu. O agricultor Gilberto Ohta, atualmente diretor e ex-presidente da Cooperativa Agropecuária de Produtos Sustentáveis do Guapiruvu e um dos principais líderes da comunidade, explica que o desmatamento para a venda da madeira associado ao cultivo intensivo de monoculturas, como o gengibre e a banana durante anos, foram responsáveis por levar doenças aos cultivos e, consequentemente, empobreceram o solo. Hoje, após grande esforço de convencimento das 100 famílias (pertencentes à comunidade ou ao assentamento) pelo menos 70 famílias participam da cooperativa que beneficia a bananeira e a pupunheira, dois dos principais cultivos da região. E 95% dos agricultores já estão convencidos da importância de utilizar critérios de desenvolvimento sustentável em suas propriedades. “Nesses anos construímos o nome em cima da questão ambiental, das questões éticas e absorvemos a importância de se cuidar do solo e proteger o rio”, explica Gilberto, complementando, “o projeto Cílios do Ribeira nos ajuda a recuperar as matas ciliares e a garantir água de qualidade para os nossos cultivos”.

O Selo Carbon Free atesta que determinada atividade teve suas emissões de gases de efeito estufa inventariadas (utilizando a metodologia GHG Protocol) e compensadas por meio de restauro florestal de Mata Atlântica.

Cílios do Ribeira

Desde 2007, o projeto Cílios do Ribeira desenvolve uma série de ações para a proteção das águas e a reversão do quadro de degradação atual das áreas de preservação permanente na Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape, região que abriga o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil. Mais de 40 instituições públicas e segmentos sociais participam do projeto. Veja mais detalhes no site: www.ciliosdoribeira.org.br .

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Iniciativa Verde começa a recuperar área do Criadouro Onça Pintada

As onças Zeus e Isis, com cerca de um ano, nasceram no Criadouro

As onças Zeus e Isis, com cerca de um ano, nasceram no Criadouro

Por intermédio do programa Carbon Free, a ONG Iniciativa Verde está destinando recursos para o plantio de seis mil mudas de espécies da Mata Atlântica para a recuperação de 4 hectares em área pertencente ao Criadouro Onça Pintada, da Associação de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre, no município de Campina Grande do Sul, no estado do Paraná.

O local, antes ocupado por pastagens e plantio comercial de árvores exóticas (pinus e eucaliptos), será agora destinado à recomposição da flora e da fauna típicas da região.

Do lado esquerdo ao fundo, primeira área do Criadouro a ser reflorestada pela Iniciativa Verde

Do lado esquerdo ao fundo, primeira área do Criadouro a ser reflorestada pela Iniciativa Verde

Fundado em 1995, o Criadouro representa um verdadeiro santuário para reprodução e proteção de espécies ameaçadas de extinção.  Hoje estão presentes cerca de 2.200 animais de 190 espécies diferentes. Segundo o seu idealizador e mantenedor, o médico Luciano do Valle Saboia, um dos principais objetivos do projeto é o de reabilitar a área para manter algumas dessas espécies soltas dentro da propriedade, ou seja, com melhor qualidade de vida. Como financia todo o Criadouro com recursos próprios, Valle considera fundamental receber apoios e parcerias como esta estabelecida agora com a Iniciativa Verde que está destinando as seis mil mudas com recursos do programa Carbon Free, portanto, sem custos para o Criadouro Onça Pintada.

O Criadouro ocupa uma área total de 132 hectares com mais de 100 recintos adaptados para manter as espécies com conforto e cuidados especiais.

Trabalho social

Viveiro comunitário da Barra da Cruz localizado ao lado da Rodovia Régis Bittencourt

Viveiro comunitário da Barra da Cruz localizado ao lado da Rodovia Régis Bittencourt

Não bastasse o apoio à recuperação vegetal, recomposição da biodiversidade e reintrodução da fauna original da Mata Atlântica, o projeto em Campina Grande do Sul ainda conta com o trabalho de agricultores familiares da região. Todas as seis mil mudas estão sendo adquiridas de viveiros comunitários pertencentes à Rede de Viveiros do  Mosaico de Recuperação do Jacupiranga (MOJAC), no Vale do Ribeira (SP).  Segundo Raimundo José dos Santos, coordenador do viveiro da Barra da Cruz localizado em Barra do Turvo, que está fornecendo as mudas deste projeto, o trabalho semanal de cerca de dez pessoas produz de 20 a 25 mil mudas anuais de cerca de 15 espécies típicas da mata original.

Ampliação do projeto

Para o presidente da Iniciativa Verde, Roberto Resende, esse é só o começo da parceria com o Criadouro e com os viveiros da região: “Só no Criadouro existem mais 30 hectares para recuperar, além de outras áreas na região do Vale do Ribeira que sofreram inúmeras agressões nas décadas passadas”.  Resende acredita que existe muito trabalho a ser feito e comunidades, que já produzem mudas de maneira informal para os projetos de compensação das grandes obras, têm a contribuir com o avanço do trabalho da Iniciativa Verde na região. “Em conjunto com outras organizações e órgãos públicos, iremos buscar novas parcerias com os viveiros e colaborar para a sua estruturação e à obtenção dos melhores resultados para as comunidades”, diz Resende.

Quilombo de Pedro Cubas faz mutirão comunitário para plantio de mata ciliar – Acervo: 17/12/2008

Publicado originalmente em Cílios do Ribeira

A atividade aconteceu na comunidade de Pedro Cubas, no Vale do Ribeira (SP), e é parte do Projeto Rio Pedro Cubas. Representantes da Iniciativa Verde, do Itesp, do Instituto Vidágua, da Unesp, do ISA, e comunidade quilombola de Nhunguara, parceiros no projeto, participaram do plantio, que vem reforçar a Campanha Cílios do Ribeira, pela recuperação das matas ciliares do Vale do Ribeira.

Em forma de mutirão, cerca de 80 crianças e adultos do quilombo de Pedro Cubas, no município de Eldorado, no Vale do Ribeira (SP), plantaram, no último dia 8 de novembro, aproximadamente 200 mudas de espécies nativas para recuperar áreas degradadas por terceiros no Rio Pedro Cubas, doadas pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).

Representantes da comunidade prepararam as covas para o plantio com composto orgânico, que está seguindo as determinações de escolha de espécies feita pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e conta com a assessoria da Unesp para a seleção das mais adequadas ao local.

O engenheiro florestal Marcos Diniz, do Instituto Vidágua, também técnico da Campanha Cílios do Ribeira, abriu a atividade com uma palestra voltada para a educação ambiental das crianças enfatizando a importância de recuperar a mata ciliar e os cuidados que se deve ter com a muda no processo de plantio.

O coordenador da Associação de Pedro Cubas, Sr. Antonio Jorge, deu as boas vindas a todos e contou às crianças que no passado ele havia contribuído para destruir a natureza local além de coletar palmito, mas hoje, ele se orgulha de pensar de outra forma o desenvolvimento da comunidade e estava muito feliz por ver a participação dos jovens, que representam o futuro do quilombo.

A coordenadora de projetos do Programa Vale do Ribeira, do ISA, Raquel Pasinato, também ressaltou o passo importante que o projeto está dando, envolvendo as crianças quilombolas por meio da recuperação da mata ciliar e preparando-as para que cuidem de seus territórios, promovendo condições de vida com qualidade e água boa para beber e terra para plantar.

Alternativas diferenciadas para reverter a degradação

Lançado em abril deste ano no quilombo de Pedro Cubas o projeto é parte do Programa de Revitalização Ambiental – Todos Juntos pelo Vale do Ribeira. O objetivo é o plantio de árvores para restauro de floresta nativa com função ecológica local e global; a conservação das florestas existentes e a implementação de sistemas agroflorestais com palmito juçara e outras espécies.

Além dos benefícios que trará à região, o programa tem como objetivo conscientizar clientes e lojas de automóveis parceiras da empresa Aymoré Financiamentos sobre a importância de investir em alternativas diferenciadas para reverter a degradação ambiental.

Toda vez que um cliente de São Paulo, Paraná, Bahia ou Pernambuco faz um financiamento de automóvel com a Aymoré, ele é convidado a fazer uma contribuição de R$ 5,00 para o Programa de Revitalização Ambiental. O lojista, também pode fazer a doação. Se uma das partes contribuír, a Aymoré Financiamentos contribui com mais R$ 5,00, totalizando R$15,00. Todas as doações são direcionadas para o programa.

Capacitação para produzir mudas

Enquanto se realizam plantios em alguma comunidades do Vale do Ribeira, os viveiros de Nhunguara, Cangume e André Lopes já estão recebendo as capacitações para produção de mudas. Em Nhunguara os quilombolas já começaram a produzir cerca de 30 espécies de mudas de nativas. As mudas servirão também para a recuperação do Rio Pedro Cubas e outras áreas ligadas à Campanha Cílios do Ribeira. Além de se tornarem um potencial de geração de renda para as comunidades com a venda para projetos de recuperação de áreas e reflorestamentos com nativas.

O programa que está em andamento fortalece ainda a Campanha Cílios do Ribeira, iniciativa coordenada pelo ISA e pelo Instituto Ambiental Vidágua para a recuperação das matas ciliares do Vale do Ribeira. (Acesse aqui o site da campanha).

O mutirão de plantio encerrou-se com almoço preparado pelas mulheres da comunidade Pedro Cubas, cujo cardápio se compôs de uma deliciosa feijoada.