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Ciclo de Palestras sobre Proteção à Biodiversidade, no campus da USP.

Nós da Iniciativa Verde temos o prazer em convidá-los para o Ciclo de Palestras sobre Proteção à Biodiversidade no Campus da USP a ser realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2011.

O evento visa esclarecer à comunidade a problemática da invasão biológica pela palmeira australiana Archontophoenix cunninghamiana, espécie bastante disseminada pelo estado.

Segue abaixo uma contextualização elaborada pela Profª. Drª Vânia Regina Pivello do Instituto de Biociências – USP, uma das coordenadoras do projeto:

A Reserva Florestal do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (RFIB-USP), campus da capital, é um dos poucos fragmentos de Floresta Atlântica que restaram na cidade de São Paulo. Não obstante, ainda guarda uma grande riqueza em espécies da Mata Atlântica do Planalto Paulista: entre árvores, arbustos, ervas, lianas e epífitas, somam-se mais de 360 espécies. Toda essa riqueza biológica, no entanto, está severamente ameaçada por um processo de invasão biológica.

A invasão biológica é a instalação e intensa proliferação de uma espécie não nativa da região (exótica). A espécie invasora passa então a competir fortemente com as espécies nativas, levando-as à extinção local. No caso da RFIB-USP, a espécie invasora é uma palmeira originária da Austrália, Archontophoenix cunninghamiana, também conhecida por palmeira seafórtia ou palmeira imperial australiana, muito utilizada em ornamentação devido à sua beleza.

Essa palmeira foi trazida para os jardins da USP nos anos de 1950. Devido à grande atratividade de seus frutos aos pássaros, foi rápida e eficientemente disseminada por todo o campus, inclusive na reserva florestal. Pesquisadores do Instituto de Biociências têm realizado levantamentos periódicos das espécies arbóreo-arbustivas da RFIB-USP, que mostram um crescente aumento dessa espécie e diminuição (ou mesmo exclusão) de algumas árvores nativas.

Com a finalidade de controlar o processo de invasão biológica já instalado na RFIB-USP, assim como restaurar a flora original dessa Mata Atlântica do Planalto Paulista, foi desenvolvido um plano de manejo, baseado na substituição das palmeiras invasoras por espécies arbóreas nativas, inclusive reintroduzindo-se espécies que hoje se encontram extintas no local. O controle ou erradicação de espécies exóticas invasoras estão previstos em diversos instrumentos legais (Lei Municipal [São Paulo] nº 10.365/ 1987; Decreto Federal nº 4.339/ 2002; Lei Federal nº 11.428/ 2006; Portaria SVMA (São Paulo) nº 154/ 2009; Resolução CONABIO nº 5 /2009).

O evento é voltado para o público interessado em geral. Para aqueles que puderem comparecer, temos certeza que será uma experiência bastante proveitosa.

Vejam abaixo a programação e participem!

Informações do evento:

Dias 23 e 24 de fevereiro de 2011, às 17h

Auditório do Instituto de Biociências – USP

Rua do Matão, Travessa 14 n° 321

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Osvaldo Stella: da Engenharia à Amazônia

Com muito humor e ensinamento, Osvaldo Stella, fundador da Iniciativa Verde e responsável pelo Departamento de Mudanças Climáticas do IPAM, participa de conferência TED – a small nonprofit devoted to Ideas Worth Spreading.



Plantio Simbólico

Demorou, mas finalmente as fotos do plantio estão no ar!!

 

Por Ricardo Dinato

Por enquanto só temos algumas, mas conforme o pessoal me encaminhar outras, prometo postar o mais rápido possível!!

http://www.flickr.com/photos/iniciativaverde/

 

Aproveito para postar também o link da matéria que a Globo fez: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1156261-7823-ONG+INCENTIVA+PLANTIO+DE+ARVORES+EM+SP,00.html


Mais uma vez, obrigada a todos que participaram!! Vocês fizeram deste plantio, um dia maravilhoso!!!

 

 

Gente que faz acontecer

Como dissemos no primeiro post, um dos objetivos deste novo blog é aproximar os amigos e parceiros do dia-a-dia da Iniciativa Verde. Seguindo esta intenção, nada mais lógico do que contarmos um pouco sobre a dinâmica de nossos plantios.

Em seus quatro anos de existência, a Iniciativa Verde, com o apoio de parceiros, cooperativas e comunidades locais, já recuperou mais de 146 hectares de mata ciliar espalhados por 13 áreas dos biomas Mata Atlântica e Amazônia.

Hoje falaremos especialmente do restauro de Porto Feliz que, além de promover a recuperação ambiental e gerar dezenas de empregos, oferece ainda o cultivo de diversos produtos agrícolas entre as espécies de árvores nativas por um período de até três anos, seguindo a Resolução Estadual SMA Nº. 008, de 31/01/2008, que define aspectos técnicos e legais para a recuperação de áreas degradadas no estado de São Paulo.

A seguir, Germiro Nunes Gomes, presidente da Cooperativa de Produção de Prestação de Serviços dos Assentados e Pequenos Agricultores de Porto Feliz e Região – COOPAP, a cooperativa responsável pelo nosso restauro em Porto Feliz, nos fala um pouco mais sobre suas atividades.

Germiro

Germiro no restauro de Porto Feliz

Antes de chegar na terra você vivia aonde?

Eu, só pra você ter uma idéia, nasci em Minas e fui pro Paraná na fralda. Fiquei até os 19 anos lá e vim parar em Campinas.

Lá apareceu os movimentos populares. De lá a gente se organizou pra conquistar a terra. Foi quando vim parar em Porto Feliz, de 23 a 24 anos atrás.

Como foi o surgimento da cooperativa?

Na verdade, a história da nossa cooperativa começa muito antes, quando os trabalhadores se reuniram para conquistar um pedaço de terra para trabalhar.

A gente sabia que num primeiro momento precisava conquistar a terra. E depois a gente sabia que vinha o mais difícil, que era fazer com que todo o processo desse certo, ou seja, fazer a produção vir, os produtores produzirem…

Conquistar a terra já tinha sido algo grande, até porque no Brasil são poucos que acreditam nisso, né, na nossa organização. Mas depois disso, no dia-a-dia, a gente percebeu que a gente precisava fazer algo mais, se organizar e montar uma associação ou cooperativa.

Então, primeiro montamos uma associação, que durou uns cinco anos. Mas como a gente não tinha nenhuma experiência, era amador, ela acabou. Depois de uns 13 anos, sentimos na pele a necessidade de montar uma outra cooperativa.

Daí surgiu a COOPAP, que era um sonho lá atrás. Oficialmente a cooperativa tem dois anos e meio que está registrada, mas faz quatro anos que demos a entrada.

Quantas pessoas começaram na cooperativa e quantas têm hoje?

Nós começamos com 23 agricultores e hoje a gente já tem 86 pessoas.

A cooperativa começou no assentamento, mas hoje estamos acertando com a regional, além do assentamento.

Conte um pouco sobre os objetivos da cooperativa.

Por exemplo, conseguir crédito, fazer algumas negociações, pegar financiamento… Com a cooperativa nós temos mais facilidade para conseguir essas coisas, pois ela existe juridicamente, enquanto o agricultor é uma pessoa física.

A negociação com a ONG que a gente conseguiu consagrar foi um dos primeiros projetos realizados que a cooperativa conseguiu fazer e realmente deu certo. Até porque era uma necessidade do assentamento fazer o reflorestamento.

O pessoal já quis reflorestar antes?

Nem todos, mas alguns já tinham se juntado e tentado fazer com recurso próprio e mão de obra da gente. Mas não foi bem discutido e não deu certo.

Com a vinda da ONG, fizemos um contrato que batia com a nossa necessidade e foi quando as coisas realmente aconteceram. Pelo menos nunca vi ninguém falar mal, sempre falam bem.  E estão aí as árvores plantadas. Achei interessante quando fizemos uma avaliação, até me admirei com as árvores que plantamos tão pequenas e já estão tão grandes.

Como funciona a estrutura da cooperativa?

Bom, é uma cooperativa, né, tem presidente, vice-presidente, tesoureiro e vice, secretário e vice, como uma chapa completa. Tem conselho fiscal, suplentes.

A gente se reúne uma vez por mês e tudo o que gente faz é decidido em assembléia, é nela que discutimos tudo o que precisa ser discutido e decidido.

Na montagem da cooperativa tinha reunião todo domingo, às 8 horas da manhã, na época que estava montando e começando a aprovar os projetos. Mas, depois, como os sócios achavam que tomava muito tempo de cuidar do lote e com o projeto da CONAB já estamos ficando acostumados, decidimos em assembléia ter uma reunião só, no penúltimo domingo do mês, a gente faz a assembléia e toma todas as decisões da cooperativa.

Há outras entidades que ajudam a cooperativa?

Tem a prefeitura, o ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), o governo do Estado, o governo Federal…

Quais as metas atingidas até agora? E quais vocês têm para o futuro?

Até hoje já realizamos dois projetos com a ONG e acredito que este ano iremos para o terceiro projeto aqui no assentamento.

Também já temos cinco projetos aprovados pela CONAB (Programa de Compra Direta de Alimentos do Governo Federal, que é entregue a instituições assistencialistas, hospitais, etc.) e agora estamos discutindo mais um da merenda escolar (projeto federal de entrega de alimentos da agricultura familiar para compor a merenda das escolas).

Ainda temos muitas barreiras a quebrar, tem muito pela frente…

E o projeto de reflorestamento?

Com a Iniciativa Verde foi uma coisa nova, que a gente não conhecia. E quando foi procurado pela Iniciativa, a gente se juntou e fez uma parceria com a ONG, o ITESP e a Prefeitura.

A Iniciativa acreditou que a cooperativa podia fazer esse trabalho, e nesse caldo saiu as árvores plantadas.

A comunidade ganhou uma cara nova e acho que aconteceu um bom entendimento entre a cooperativa, a ONG e as empresas que repassaram a verba.

Qual a relação entre o projeto com a Iniciativa Verde e o programa de compra direta de alimentos?

Pros cooperados foi bom o seguinte: no meio das árvores fizemos plantio de horta, milho, quiabo, num plantio coletivo ou particular. E o agricultor que trabalhou ganhou também um dinheiro por cuidar das mudas.

Na horta que a gente fez em trabalho coletivo, em dois hectares, a gente tirou uns 28 mil reais de produtos, que foram pro programa de entrega pras entidades.

Foi muito importante também porque havia agricultores que não tinham condições de estar produzindo e no trabalho coletivo apareceu produção desses agricultores. Quer dizer, ele teve a oportunidade de dar certo.

Fale um pouco deste programa da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).

Pro agricultor que produz e gosta de produzir, esse programa foi uma das coisas mais importantes que aconteceu.

Porque agora ele tem a venda garantida na comercialização, o que antes não tinha. O produtor chegava a perder a produção por não ter pra quem vender. Ou vinha um atravessador e comprava a produção.

Chegou a tomar calote?

E muitos, né?!

Eu mesmo já vendi em grupo, produzi em grupo. Na hora de vender às vezes a gente ganhou, e às vezes a gente perdeu dinheiro.

Hoje a gente monta um projeto, o governo paga direto pro agricultor e agente entrega nas entidades. A gente atende a vila dos velhinhos, e umas outras 17 entidades. É interessante porque somos de nível baixo e atendemos um pessoal que realmente é carente.

O governo valorizou a gente no campo e as pessoas na cidade puderam comer um alimento fresquinho.

E quais são os próximos projetos, as próximas metas da cooperativa?

Agora vai haver um projeto de merenda escolar e a COOPAP vai assumir o papel de abastecer as merendas escolares da região, o que antes era feito por atravessadores. Nós vamos cumprir esse papel, com produtores do assentamento e da região. Com isso todo mundo vai sair ganhando, menos o atravessador que era o único que ganhava antes

Agora tem que abastecer 30% da merenda escolar com produtos da agricultura familiar e pode chegar a 100%, dependendo da organização, da qualidade e da capacidade de estar produzindo tudo isso.

O projeto da CONAB continua, já estamos ficando acostumados.

Sobre a iniciativa de estar recuperando o assentamento, vamos fazer mais uma etapa agora. E quando terminar o projeto dentro do assentamento, quando for tudo reflorestado, se achar que a gente fez um bom trabalho e temos condições pra fazer mais, uma coisa boa vai ser reflorestar fora do assentamento, em terras particulares.

Desde que os sócios concordem, a gente pode fazer isso. Se depender de mim a gente continua realizando.

Isso vai ser bom pra cooperativa, pra região, pra água. Nessa história toda quem ganha é o homem e a natureza.

O que é melhor para o ambiente: falar ao celular ou mandar SMS? – Arquivo: 25/05/2009

Publicado originalmente no caderno Vitrine da Folha de São Paulo – 24/05/2009

Enviar um SMS tem um impacto ambiental 30 vezes menor do que uma ligação de cinco minutos, segundo o engenheiro elétrico Ricardo Dinato, da ONG Iniciativa Verde.

Além da energia consumida pela bateria, o uso do celular para mensagens de texto ou para ligações aciona uma rede de transmissão de dados, composta por antenas, bases e amplificadores. Quanto mais tempo demorar a transmissão de dados, mais energia será consumida. Como enviar uma mensagem leva cerca de dez segundos, o uso dos recursos é menor que o de uma ligação.

De acordo com Dinato, 85% do impacto de um celular está na sua fabricação. “O uso do celular representa cerca de 10% do impacto de toda sua vida útil, consequência principalmente da energia usada para recarregar a bateria”, diz. O melhor, então, é espichar a vida útil dos aparelhos.

Quanto à emissão de gases causadores do efeito estufa, dois anos de uso de um celular seriam compensados pelo plantio de duas árvores. (DM)

Cerimônia de Plantio Iniciativa Verde – Arquivo: 18/02/2009

No último sábado, dia 14, a Iniciativa Verde realizou em Porto Feliz, a cerimônia que marcou as atividades de restauros florestais dos programas Carbon Free e Amigo da Floresta – 2008.

Os convidados, entre parceiros, amigos da Iniciativa Verde e comunidade do Assentamento Rural de Porto Feliz foram recepcionados com um café da manhã com especialidades da cozinha da comunidade.

Os presentes tiveram a oportunidade de vivenciar o processo de plantio de mudas nativas em uma das áreas de preservação a serem restauradas este ano. No local aprenderam sobre a técnica de plantio utilizada com o técnico responsável da Iniciativa Verde, e prontamente a colocaram em prática.

O evento marcou as atividades de plantio das quase 80 mil mudas de espécies arbóreas nativas que proporcionarão o nascimento de novos fragmentos florestais em nove municípios diferentes dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rondônia (São Paulo, Porto Feliz, Jaú, São Carlos, Patrocínio Paulista, São Francisco Xavier, São Tomaz de Aquino, Rio de Janeiro e Ouro Preto D’ oeste) que juntos somam aproximadamente 50 hectares.

Estas novas florestas proporcionarão a preservação dos recursos hídricos, do solo e da biodiversidade local, contribuindo também para a redução do efeito estufa.

Plantio Simbólico SPFW – Carbon Free no Parque do Carmo – Arquivo: 02/02/2009

Evento de Plantio das mudas para compensação de emissões de gases do efeito estufa da edição de verão 2008 do SPFW pela Iniciativa Verde em parceiria com o Parque do Carmo e o Centro de Pesquisa em História Natural.

http://www.youtube.com/watch?v=RimP_nURUPc&feature=player_embedded