Aniversário de oito anos!

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Parabéns para todos que participaram desta história! Vamos comemorar!

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Boletins da Iniciativa Verde nas rádios Estadão e Eldorado abordam mudanças climáticas e meio ambiente

DSC00918A parceria inclui a compensação das emissões causadas pelas atividades cotidianas das rádios

Nesta terça-feira, dia 26 de novembro, começam a ser veiculados boletins com duração de um minuto durante a programação das rádios Eldorado e Estadão nos meses de novembro e dezembro. Serão mais de 20 temas com conteúdo informativo e educativo todos ligados de maneira direta ou indireta com o trabalho de recomposição realizado pela Iniciativa Verde há oito anos.

Após a conclusão do inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) gerados pelas rádios no período de um ano, para que as emissoras recebam o selo Carbon Free, a Iniciativa Verde constatou a necessidade do plantio de 1.675 árvores que serão destinadas a áreas degradadas da Mata Atlântica no estado de São Paulo e terão a importante função de proteger mananciais e matas ciliares. Essa compensação corresponderia a cerca de 250 pessoas usando automóveis particulares 1.0 movidos à gasolina no período de um ano.

Durante anúncio da parceria feito dia 25, o presidente da Iniciativa Verde, Roberto Resende, disse que “tão importante quanto o plantio das árvores é a conquista desse espaço para a divulgação sobre a relevância desse trabalho e também para mostrar bons exemplos de empresas que fazem compensações voluntárias de suas emissões e que pode e deve ser replicado em outras corporações”.

A programação dos boletins está prevista para ir ao ar da seguinte maneira:

Rádio Eldorado – 107,3 em três edições diárias terças, quintas e sábados em horário rotativo;

Rádio Estadão – 92,9 também em três edições diárias segundas, quartas e sextas no período entre 14h40 e 20h40.

Organizações lançam novo portal: Observatório do Código Florestal

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Site acompanhará a implantação do Código Florestal e estimulará a preservação do meio ambiente

Por Roberto Resende*

O lançamento do novo site é mais um passo no trabalho do Observatório do Código Florestal. Este, formado por um conjunto de organizações socioambientalistas, foi criado para monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal 12651/12) em todo o país, em especial dois instrumentos: o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRAs).

No início, o Observatório era composto por sete organizações: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), WWF-Brasil, SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI) e Instituto Sociambiental (ISA). Posteriormente, outras se juntaram como membros colaboradores, o que foi o caso da Iniciativa Verde.

A nossa proposta é contribuir para o acompanhamento da implantação do Código no bioma Mata Atlântica e em especial no Estado de São Paulo.

A Iniciativa Verde atua diretamente nos processos de adequação ambiental ao desenvolver projetos de recomposição florestal com recursos dos Programas Carbon Free e do Amigo da Floresta e de editais como o BNDES Iniciativa Mata Atlântica e o Petrobras Ambiental.

Também temos experiência nos processos de regularização formal de imóveis rurais, com a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), em especial o Projeto Agricultura Legal. Por meio deste projeto, apoiado pelo Fundo Brasileiro de Biodiversidade (FUNBIO) foram feitos os processos de planejamento e inscrição no CAR de mais de 50 imóveis de Piedade(SP).

A nova Lei Florestal indica um cenário legal e político, com políticas públicas que afetam diretamente os trabalhos da Iniciativa Verde. O Protocolo do Carbon Free foi adaptado às novas regras, observando-se alguns parâmetros.

Por exemplo, no caso das Áreas de Preservação Permanente (APPs),corpos d’água e nascentes, cuja recomposição seja obrigatória conforme a lei, os projetos de reflorestamento feitos no âmbito do Carbon Free deverão considerar a faixa mínima de 15 metros de largura, mesmo que no imóvel a obrigação seja para uma medida menor.

Este critério visa garantir um mínimo de adicionalidade aos projetos e, ao mesmo tempo, contribuir para aportar recursos das compensações voluntárias das emissões de gases de efeito estufa (GEE) neste esforço de recuperação florestal.

A legislação prevê apoio aos proprietários rurais, especialmente aos pequenos, no processo de adequação. Assim, a Iniciativa Verde busca participar não só captando recursos para financiar a recuperação e desenvolvendo outros projetos técnicos, mas também contribuindo para o acompanhamento da aplicação e a melhoria da legislação e seus instrumentos.

 *Engenheiro Agrônomo, mestre em Ciência Ambiental e presidente da Iniciativa Verde.

As muitas batalhas e vitórias da Iniciativa Verde

Organização está próxima de atingir a expressiva marca de 800 mil árvores plantadas

Recomposição florestal feita pela Iniciativa Verde em Porto Feliz (SP)

Recomposição florestal feita pela Iniciativa Verde em Porto Feliz (SP)

Já se passaram oito anos de muitas lutas, inúmeras batalhas e boas vitórias alcançadas em prol da recuperação da Mata Atlântica e, consequentemente, de um ambiente melhor para se viver.

Muito pé na lama, grandes caminhadas, picadas de mosquitos, chuvas intermitentes e calor escaldante sempre estiveram no caminho das equipes florestais da Iniciativa Verde, mas a satisfação pelo trabalho realizado compensou com sobras esses desconfortos.

Como mostram as fotos, onde antes víamos áreas tristes e degradadas, hoje podem ser contempladas matas e vegetações em plena recuperação.  Com as árvores, voltam os insetos, os pássaros, mamíferos, répteis… Enfim, a vida em toda a sua exuberância que fez da Mata Atlântica um dos locais mais ricos do planeta.

A Iniciativa Verde, nesse curto período de tempo, obviamente, não foi capaz de reverter os séculos de agressões sofridos pela Mata Atlântica, mas tem feito a sua parte já tendo contribuído com o plantio de cerca de 800 mil árvores em 480 hectares, correspondentes a 685 campos de futebol.

A instituição conseguiu recompor tudo isso graças a, aproximadamente, 1.200 projetos (Amigo da Floresta e Carbon Free) feitos em parceria com mais de 600 financiadores!

Estiveram envolvidas tantas famílias, de tantas propriedades rurais, conscientes de suas responsabilidades quanto à preservação ambiental vital para a vida de todos.

Os próximos oito e muitos anos

Novos projetos não faltam, parcerias com o BNDES e a Petrobras estão em pleno andamento. As empresas com responsabilidade social e ambiental seguem compensando suas emissões pelo Carbon Free.

Neste momento, nosso pessoal de campo renova esperanças, expectativas e já prepara as botas, capas de chuva, chapéus e bonés e, claro, muito repelente para as picadas de insetos para enfrentar novos desafios!

O futuro promete ser mais verde! Portanto, mãos à terra!

Conheça o nosso novo projeto em ação: Plantando Águas

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Ana Karina Belegantt: atleta e profissional Carbon Free

Crédito: João Paulo Lucena

Crédito: João Paulo Lucena

A apresentadora e atleta Ana Karina Belegantt é a primeira personalidade Carbon Free da ONG Iniciativa Verde! Preocupada em como as suas ações podem impactar o meio ambiente, a atleta entrou em contato com a instituição buscando compensar todas as emissões de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global, geradas por suas atividades. Como a Iniciativa Verde é especializada em compensar as emissões com o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica – ação que ajuda a preservar a biodiversidade, a água e agrega valor às sociedades rurais –, 51 mudas serão plantadas para “neutralizar” as emissões de Ana Karina Belegantt.

O plantio dessas árvores corresponde à recomposição florestal de 306 m² em área de preservação ambiental. Assim, além de ajudar a preservar a natureza brasileira na prática e de evitar o aquecimento global, Ana Karina ganhou o selo Carbon Free. Ou seja, ela já pode afirmar que, sim, está compensando a sua pegada de carbono! Veja, na entrevista abaixo, o que motivou a apresentadora a trabalhar pelo meio ambiente. Inspire-se em sua história!

Você é um símbolo de pessoa preocupada com o meio ambiente. Como surgiu esse seu respeito pela natureza?

Ana Karina: Desde que eu nasci! Minha mãe é geógrafa, minha irmã é bióloga, tenho grandes amigos biólogos, já morei em uma chácara, em uma ilha no Rio de Janeiro, meu pai foi criado no interior de Santa Catarina que há 70 anos foi mato e florestas, minha vida e profissão são em meio natural… Enfim, faz parte da minha natureza. Acredito que o maior respeito surgiu quando escalei, pela primeira vez, a Pedra Bonita, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro … Perto dos anos de 1997, 1998… Isso antes de virar para-quedista e ter saltado em alguns locais do nosso Brasil!!! Sou da opinião “conhecer para preservar” e praticar atividades esportivas em meio natural nos possibilidade a conhecer locais nunca vistos nem registrados pelo homem, como estar dentro de um Cânion nos Aparados da Serra (SC/RS) ou poder surfar na única praia com onda do Oceano Atlântico que pertence à Amazônia! Mais que respeito, é nossa obrigação e dever moral preservar, porque somos a natureza e fazer parte dela é ser redundante.

Quais (ou qual) foram os piores problemas ou dificuldades que você enfrentou com relação à preservação ambiental ou, até mesmo, para fazer alguma matéria externa?

Ana Karina: Nunca enfrentei nenhum problema, pelo contrário, todos os locais que percorri até hoje, em todas as regiões do país, o povo tem muito respeito e admiração pela natureza. Enfrentamos problemas políticos e decisões pessoais, egoístas e de interesse apenas de alguns, não da população em geral.  Há três anos, quando sobrevoei uma parte da Amazônia, do estado do Pará para a capital Manaus (AM), o testemunho do desmatamento e da pecuária crescendo no que já foi floresta foi consumado. Aos meus olhos, o problema se tornou tristeza!

O que mais te preocupa com relação ao meio ambiente? Você acredita que ela está sendo mais respeitado?

Ana Karina: Já me preocupei muito com a água. Água potável, os mares e oceanos! Os animais marinhos… Mas acredito que temos grupos fortes e influentes que lutam pelas águas marinhas e seus seres. Atualmente, estou preocupada com lixo nas ruas das grandes cidades, como a que moro, Porto Alegre (RS). O plástico entupindo os bueiros, causando enchentes e alagamentos nas grandes avenidas e pequenas ruas. A quantidade de moradores de rua que espalham os sacos de lixo por onde andam e moram, principalmente nas zonas mais planas da cidade como o centro e os bairros culturais… A quantidade de animais domésticos que andam nas ruas e deixam dejetos espalhados pelas calçadas e seus donos não recolhem… Estou mais focada e aí está também minha preocupação, no que posso fazer para melhorar a conscientização dos meus vizinhos quanto ao lixo no meu condomínio, na minha rua, no meu bairro, na minha cidade, enfim, por onde circulo diariamente. O caminho é longo quanto à conscientização ambiental e o principal foco é a educação, mas também acredito que estamos num processo de evolução, de cuidados, de informações instantâneas sobre o desrespeito, principalmente, sobre o que deixaremos para as próximas gerações. Simultaneamente, estão acontecendo diversos eventos e encontros mundiais, questionamentos e discussões sobre o meio ambiente. E, isso, já é um começo…

Por que você resolveu fazer a compensação das suas emissões de carbono, ou seja, compensar a sua pegada de carbono?

Ana Karina: Porque com o crescimento da população mundial e o, consequente, aumento do consumo acontece a elevação da demanda de energia muito superior do que há dez, 20 anos. E a probabilidade é aumentar cada vez mais! Então, apoiando a compensação do carbono significa que haverá uma redução igual em dióxido de carbono em outro lugar na atmosfera e se eu controlar todo o meu consumo conscientemente, pelo menos um pouquinho, vou reduzir o impacto da minha contribuição negativa da remessa de carbono ao planeta.

Ao calcular as emissões, é possível descobrir os nossos hábitos que mais poluem o meio ambiente. O que te chamou mais atenção sobre as suas emissões?

Ana Karina: A quantidade de utilização do plástico em todo o dia a dia. Estou apavorada! Não me preocupo com a utilização do carro pois ando de bicicleta diariamente, chego a pedalar de seis até dez quilômetros por dia. Mas o plástico, sim, este é o meu vilão.

Ana Karina, Gabriel e João Pedro (enteados, 11 anos) e Katharina (filha, 7 anos). Crédito: João Paulo Lucena

Ana Karina, Gabriel e João Pedro (enteados, 11 anos) e Katharina (filha, 7 anos). Crédito: João Paulo Lucena

O que você já faz para ajudar na preservação da natureza? Deve mudar algo para poupar ainda mais o meio ambiente?

Ana Karina: Tudo! Faço tudo em prol do meio ambiente. Por exemplo: quando saio para passear a pé ou de bike, vou recolhendo o lixo que encontro pelo caminho, garrafas pets, sacos plásticos, latinhas, caixas de papel, tudo o que pode ser reciclado. Parece uma paranoia, mas me sinto bem fazendo isso! E minha filha de sete anos já entrou na mesma atividade consciente e me diz: “Mãe, vamos ajudar a natureza!” Fico orgulhosa de educá-la assim, minha semente já desabrochou!

Quais dicas relacionadas à preservação ambiental você gostaria de deixar para os leitores?

Ana Karina: Pense no futuro, agindo hoje. Que e qual planeta você quer deixar para seus filhos e netos e todas as gerações futuras? Não espere pela limpeza das ruas vinda das prefeituras e governantes, não espere que venha de cima, faça você mesmo e eduque seus filhos para a preservação e respeito ambiental. Não deixe para agir quando for ao meio do mato ou a uma floresta. Comece pela sua casa, pela sua rua, pelo seu bairro… Deixe pelo menos um dia seu carro na garagem e vá a pé, de bicicleta, de skate, de patins… Comece a mudança fazendo uma reforma íntima. Ser ambientalista pelas redes sociais é fácil, mas isso não trás resultados, somente as suas atitudes. Para ser ambientalista ninguém precisa saber disso.

Atividade no Sesc Interlagos festeja início da temporada de plantios da Iniciativa Verde

Iniciativa Verde (197)Sexta-feira, céu azul, tempo agradável, até um pouco frio, e um cenário de causar inveja nas belas paisagens existentes no Sesc Interlagos. Clima ideal e diversão garantida

A ação Plantio Simbólico reuniu mais de 150 pessoas entre jovens aprendizes do Senac, São Paulo, e parceiros e convidados da Iniciativa Verde. Divididos em dois horários (às 10 da manhã e às 2 da tarde) na sexta-feira dia 25 de setembro, os participantes tiveram o privilégio de plantar algumas das 200 mudas disponíveis de 15 espécies típicas da Mata Atlântica, entre elas, embaúbas, palmeiras-juçara e cedros. Eles ainda contaram com explicações e orientações sobre a importância das árvores e o seu correto manejo para o plantio. Veja todas as fotos aqui!

À frente dos trabalhos durante todo o dia estiveram o diretor florestal da Iniciativa Verde, Pedro Barral, além da equipe técnica da organização e o coordenador do projeto Adote uma Árvore, do Sesc Interlagos, Gustavo Herdeiro de Faria. Ambos lembraram os muitos benefícios que uma área arborizada trás para todos, desde tornar o clima mais ameno, contribuir para reduzir enchentes, além de fornecer frutos e sombra tornando a vida mais agradável e prazerosa.

Iniciativa Verde (270)As pessoas ouviram atentas aos coordenadores da atividade e logo em seguida partiram ávidas para as suas mudas. Foram momentos inesquecíveis de puro contato com a natureza, muitos sorrisos, alegria e a sensação de estar fazendo algo muito positivo. O jovem Mateus Pereira de Souza, que cursa Gestão de Negócios no Senac, afirmou que quer repetir a experiência, “quero fazer isso de novo”.  Já as jovens Ingrid Talita e Rafaela dos Reis, também do Senac, chegaram a pensar que era mais fácil plantar uma árvore, “só fazer um buraco e colocar”! Elas aprenderam que existem etapas que precedem e sucedem o plantio para garantir que uma árvore cresça sadia e frondosa. Assim, entenderam como é importante cuidar da natureza, ainda mais agora em tempos atuais com tantos casos de destruição ambiental.

“É mais fácil conservar uma floresta do que começar uma nova”, explicou Pedro Barral ao final da atividade sendo plenamente compreendido por todos que fizeram um belo exercício durante toda a ação de plantio.

Faria, do Sesc Interlagos,  ressaltou a importância da parceria com a Iniciativa Verde e convidou a todos a participarem das atividades de educação ambiental do projeto Adote uma Árvore que tem, entre seus principais objetivos, aumentar os espaços verdes urbanos na cidade de São Paulo.

Passos muito positivos já foram dados, agora é só manter o ritmo e contribuir para deixar esse nosso mundo mais verde e agradável de se viver.